Kallas é Sinônimo de Inovação

Incorporadora passa a oferecer crédito de imóveis ainda na planta; veja como funciona

Kallas Incorporações e Construções
6 min de leitura
Compartilhe:

Os fundos imobiliários e o setor de imóveis tiveram mais uma semana agitada. Nos últimos dias, mais FIIs venderam imóveis, enquanto outro não aceitou a proposta para a venda de empreendimentos. Enquanto ativos imobiliários viram trunfos para gigante do varejo recuperar caixa.

Além disso, finalmente, foram aprovadas mudanças para o Minha Casa, Minha Vida. Enquanto o preço do aluguel segue alto em 2023. Entre tantos assuntos, confira o resumo das principais movimentações dos setores ao longo da semana e os impactos que podem ter em seus investimentos e em suas finanças.

Incorporadora inova e lança modalidade de crédito imobiliário

A construtora e incorporadora Kallas sai na frente e tem o primeiro empreendimento de São Paulo, o KZ Direct Bresser, a oferecer crédito imobiliário no lançamento da obra. Com isso, a incorporadora Kazzas, do Grupo Kallas, vai viabilizar o financiamento do imóvel, junto ao banco Santander, ainda na planta.

Segundo a companhia, o intuito é reduzir as incertezas de aprovação de crédito no momento da entrega das chaves. Geralmente, o comprador só começa a pagar o financiamento do imóvel com o banco após o fim da obra e quando começa a entrega das unidades pela incorporadora.

Além disso, evita o risco de oscilações das condições econômicas em meio à taxa de juros alta. A Kallas acrescenta que essa modalidade de financiamento desde o início da obra diminui também os índices de distratos.

Aluguel de imóveis comerciais segue acima da inflação

O preço de locação dos imóveis comerciais, de até 200 metros quadrados, subiu 0,48% em maio, mesmo nível do mês anterior. Segundo levantamento do índice FipeZap, das dez cidades monitoradas, oito tiveram elevação no valor do aluguel de salas e conjuntos comerciais. A maior variação foi observada em Salvador, de 1,13%.

O resultado ficou acima da inflação medida pelo IPCA, de +0,23% no mês passado, enquanto o IGP-M recuou 1,84% no mesmo mês. No acumulado em 12 meses, o aluguel de propriedades comerciais avançou 4,72%, ultrapassando o IPCA (+3,94%) e o IGP-M (-4,47%).

Contudo, o metro quadrado fechou o mês passado com preço médio de locação de R$ 40,87, enquanto São Paulo segue com variação acima da média, de R$ 49,11 a área.

FII do Credit Suisse vende 110 imóveis residenciais em SP

O fundo imobiliário CSHG Residencial (HGRS11) assinou um memorando de entendimento para vender dois empreendimentos em São Paulo. A operação do fundo gerido pelo Credit Suisse envolve 43 unidades residenciais do prédio JML 747, no Jardins.

Além de 67 apartamentos do empreendimento FL 125, em Pinheiros. Porém, o HGRS11 ponderou que, por causa de “cláusula de confidencialidade com o potencial comprador”, detalhes da operação, como valores, não podem ser revelados.

Renovação de portfólio

Enquanto isso, o Rio Bravo Renda Varejo (RBVA11) vendeu dois empreendimentos no interior de São Paulo por R$ 10,7 milhões. Os empreendimentos, que ficam em Rio Claro e em Mogi das Cruzes, estão ocupados pela Caixa Econômica.

Segundo o RBVA11, as vendas fazem parte da estratégia de reciclagem de portfólio e devem gerar ganho de capital de quase R$ 2,5 milhões.

Cotistas não aprovam venda de imóveis

Cotistas do Pátria Edifícios Corporativos (PATC11) não aprovaram a venda de seis imóveis do edifício The One para o fundo imobiliário de mesmo nome (ONEF11).

A proposta foi feita em maio pelo ONEF11 e valores não foram divulgados. Os conjuntos 31, 32, 33, 34, 51 e 52 e suas respectivas vagas de garagem do The One pertencem ao PATC11. O edifício fica no Itaim Bibi, na capital paulista.

Minha Casa, Minha Vida terá mudanças a partir de julho

O novo Minha Casa, Minha Vida (MCMV) terá mudanças a partir de julho. O Conselho Curador do FGTS aprovou nesta semana novas medidas para facilitar o acesso aos financiamentos.

Entre elas, estão ajustes nos limites máximos para o valor de compra de imóveis por meio programa, passando a ter teto de R$ 350 mil para beneficiários da faixa 3, que atende famílias de renda entre R$ 4,4 mil e R$ 8 mil. Para as faixas 1 e 2, o limite do valor do imóvel passa a variar entre R$ 190 mil e R$ 264 mil, mas dependendo da localização.

Quanto as taxas de financiamento, os juros para beneficiários da faixa 1, com renda de até R$ 2 mil, foram reduzidos a até 4% nas regiões Norte e Nordeste e até 4,25% no Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Gigante do varejo vende ativos e fatura milhões

GPA (PCAR3) vendeu 11 ativos imobiliários a um fundo privado por R$ 330 milhões. As lojas são próprias da gigante do varejo e ficam em São Paulo, Brasília, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Rio de Janeiro.

O GPA explica que a operação é no formato “sale and leaseback”. Ou seja, os imóveis serão vendidos, porém, a varejista fará contratos de aluguéis mantendo suas operações nesses imóveis. A locação será pelo prazo inicial de 15 anos, com exceção de três lojas, que serão locadas com prazo inicial de 18 anos.

Itaú faz leilão de casas com IPTU quitado

Itaú Unibanco, em parceria com a Frazão Leilões, fará a venda de 18 imóveis residenciais em várias regiões do Brasil. A operação será no dia 30, a partir das 11h, e os lances podem ser feitos no site da Frazão. Há casas e apartamentos a partir de R$ 80,2 mil.

No entanto, as condições de pagamento variam de acordo com cada propriedade, podendo ser à vista com 10% de desconto ou parcelado com entradas de 20% a 30%. Já o saldo restante pode ser dividido em até 78 meses. Débitos de IPTU (incluindo 2023) e condomínio serão quitados pelo Itaú até a data do leilão.

Lances a partir de R$ 45 mil

Já o Santander fará leilão de mais de 40 imóveis residenciais e comerciais em parceria com a Leiloei. A operação será em 3 de julho, a partir das 14h. Os lances serão a partir de R$ 45 mil e podem ser feitos no site do banco.

Há imóveis em Minas Gerais, Rio de Janeiro e na Paraíba. Os bens estão sendo ofertados na modalidade leilão condicional, em praça única, e a forma de pagamento será à vista ou por meio de financiamento imobiliário com sinal mínimo de 20% do valor da compra.

Ver matéria original